À semelhança do slogan da Nike “Just do it”, não é necessário superanalisar — pode ser tão simples quanto isso. Ainda assim, muitas empresas dedicam recursos significativos à definição de programas de transformação com o objetivo de melhorar seus modelos de execução e, apesar disso, segundo a consultoria de referência McKinsey & Company, 70% desses programas falham em gerar resultados concretos.
Como isso é possível se esses programas são considerados críticos?
Parte da resposta é simples: a estratégia não gera valor sem execução.

O segundo ponto mais relevante é que a execução não deve ser um fim em si mesma. Trata-se, acima de tudo, de aplicar um modelo de execução eficiente, adaptado ao contexto e às especificidades de cada empresa.

Com base em nossa experiência, a grande maioria das empresas pode melhorar sua rentabilidade em até 5% sem qualquer investimento em ativos. Isso é possível por meio de ajustes simples e direcionados no modelo de execução existente, sem a necessidade de um programa de transformação amplo e estruturante.
Quando um programa de transformação completo é implementado, o impacto na rentabilidade tende a ser significativamente maior, na ordem de 10% a 30%.

Antes de detalhar os elementos fundamentais de um programa de transformação bem-sucedido, é importante explicar de forma simples o que é um modelo de execução.
Trata-se da maneira como as empresas conduzem suas operações diárias e suas atividades core — onde e quando as coisas acontecem. Isso envolve a aplicação de processos, ferramentas de gestão, capacidades gerenciais e os comportamentos das equipes.

No entanto, muitas organizações não estão estruturadas para ter sucesso quando se trata de modelos de execução orientados à performance.
Por que empresas que operam com tecnologias mais antigas, por vezes, superam seus concorrentes?
Porque desenvolveram um modelo de execução mais robusto: são orientadas à performance, operam com eficiência de custos e investem ativamente no desenvolvimento de competências e comportamentos de suas equipes.

Na nossa visão, em um mundo onde geografia e tecnologia deixaram de ser vantagens competitivas sustentáveis, o único diferencial real está na excelência dos modelos de execução. É assim que as empresas se tornam organizações de classe mundial em Excelência Operacional.

Para alcançar esse nível superior de performance, é fundamental considerar seis elementos-chave para reduzir a lacuna entre estratégia e execução:

  1. Alinhamento em todos os níveis da organização — Muitas empresas falham ao não alinhar um nível crítico da organização: o gerente intermediário. Enquanto grandes investimentos são feitos no desenvolvimento da liderança executiva, os gerentes intermediários acabam sendo negligenciados. É essencial que estejam plenamente alinhados aos objetivos estratégicos antes da execução.
  2. Concepção e governança robustas do programa de transformação — Uma estrutura inadequada de workstreams e uma governança pouco clara levam a uma execução falha desde o início. Um modelo de governança sólido, com papéis, responsabilidades e accountability bem definidos, deve ser estabelecido e comunicado desde o lançamento. A adaptabilidade é necessária, sem perder de vista os resultados finais.
  3. Ligação clara entre objetivos estratégicos e operacionais, suportados por indicadores mensuráveis — É fundamental garantir coerência entre estratégia e execução na definição dos fatores críticos de sucesso, metas de performance e KPIs.
  4. Capacidades gerenciais adequadas — Isso se traduz em competências e comportamentos apropriados em todos os níveis de gestão. Na maioria dos casos, essas capacidades precisam ser fortalecidas ao longo da execução do programa, por meio de ações estruturadas de treinamento e coaching.
  5. Engajamento das equipes — Um fator determinante. Nenhuma estratégia é plenamente executada sem pessoas engajadas. Participação ativa, ciclos regulares de comunicação, valorização dos resultados e storytelling positivo são essenciais. Envolver as equipes de campo e os gerentes na concepção das soluções facilita a adoção e a implementação.
  6. Processo de tomada de decisão sólido e sustentado — Para impulsionar a transformação, as equipes precisam se sentir apoiadas em suas decisões do dia a dia. Não pode haver espaço para dúvidas constantes. A mentalidade de que uma decisão imperfeita é melhor do que nenhuma decisão é fundamental.

Não se trata de uma nova fórmula para garantir a execução. A chave está na forma como os programas de transformação são desenhados e implementados de maneira customizada, considerando o ambiente e as particularidades de cada organização.

Na Magellan Consulting Group, apoiamos nossos clientes na implementação de modelos de execução sob medida, alinhados aos objetivos estratégicos e capazes de gerar impacto mensurável nos resultados financeiros, com retorno sobre o investimento entre 300% e 1000%.